segunda-feira, 27 de junho de 2016
sexta-feira, 29 de abril de 2016
O admirável homem das neves
Antes
que a internet seja invadida pelo que há de melhor do verão deste lado do
hemisfério preciso de fazer uma pequena homenagem/agradecimento a um Admirável
Homem das Neves.
Um
homem. Um professor. Uma serra. Nevada.
Sempre
fui fascinada por aquelas pessoas que conseguem encontrar na vida um trabalho
que realmente amem. É muito bom acordar e gostar de ir para o trabalho. Sei que
isso nem sempre acontece. É uma sorte, ou uma boa escolha, ou sei lá. Bom, o
fato é que o Miguel parece ser uma destas pessoas. Há 30 anos está lá. Na neve.
E nos primeiros minutos que o vi jogar o seu espanhol para as minhas pequenas
criaturas, ensinando-as a não se espatifar no chão, vi que elas estavam bem
entregues. Aliás, não deve existir ninguém melhor para fazer isso. Super
carinhoso, cuidadoso e competente. Só. Será que é preciso mais? Tanto virou
ídolo que já temos em casa um cão peluche com o nome Miguel. Uma pequena
homenagem ao Professor da neve.
quarta-feira, 2 de março de 2016
O céu de Lisboa no inverno e a poesia de Afonso Cruz
ITO, MASAMITSU
corrigia o voo dos pássaros. Apontava a sua imaginação para o céu e fazia um gaio mudar de rota.
trecho do livro " As Reencarnações de Pitágoras" de AFONSO CRUZ - poeta português do séc. XXI
corrigia o voo dos pássaros. Apontava a sua imaginação para o céu e fazia um gaio mudar de rota.
trecho do livro " As Reencarnações de Pitágoras" de AFONSO CRUZ - poeta português do séc. XXI
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Dia de chuva, de arco-íris, de vento, de festa!
Uma chuva é intima
Se o homem a vê de uma parede umedecida de moscas;
Se aparecem besouros nas folhagens;
Se as lagartixas se fixam nos espelhos;
Se as cigarras se perdem de amor pelas árvores;
E o escuro se umedeça em nosso corpo
MANOEL DE BARROS
Se o homem a vê de uma parede umedecida de moscas;
Se aparecem besouros nas folhagens;
Se as lagartixas se fixam nos espelhos;
Se as cigarras se perdem de amor pelas árvores;
E o escuro se umedeça em nosso corpo
MANOEL DE BARROS
domingo, 31 de janeiro de 2016
O menino e o caminhão vermelho
Acho
que existem várias formas de ser imigrante ou filho de imigrante. Quem olha de
fora até pode ter pena daqueles filhos e netos e irmãos e primos e sobrinhos e
amigos que vivem longe do seus amigos, tios, primos, irmãos, avós e pais. Mas,
acredite, não é preciso ter pena. Na minha opinião. O amor que um imigrante, ou
filho de imigrante, carrega no coração é tão grande que aqueles que ficaram do
outro lado estão sempre ao seu lado. Todo santo dia. Como o último encontro tivesse
sido ontem e o próximo amanhã. Os nomes são mencionados quase diariamente. E,
no caso desta criança de 3 anos (que não é minha...) o seu avô, que ficou do
outro lado do oceano, segue com ele pelas ruas de Lisboa, diariamente.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Feliz 2016! Por uma criança de 9 anos.
O QUE É O ANO NOVO - por uma criança de 9 anos.
Eu estava tentando explicar para meus filhos o que era realmente a virada do ano. Em Portugal, o ano escolar começa em setembro, as férias de dezembro são mais curtas. No Brasil, existe um marco mais forte, o ano escolar acaba em dezembro e as férias maiores são na época de final de ano, por isso existe mesmo uma "virada de ano". E não estava muito convencida que eles tinham entendido o Réveillon quando o meu filho de 9 anos lê numa televisão do aeroporto:
Em 2016, dinheiro, paz e amor!
E ele:
- “Mas o que tem a ver dinheiro com Paz e Amor?”
É isso, minha gente! E eu tentando explicar o que era Réveillon...
Em 2016, dinheiro, paz e amor!
E ele:
- “Mas o que tem a ver dinheiro com Paz e Amor?”
É isso, minha gente! E eu tentando explicar o que era Réveillon...
Desejo, de coração, meus amigos, que em 2016, vocês consigam realizar um ou mais sonhos. Muita Paz e Amor para vocês, são os votos da minha família toda...
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
e o que mais poderia ser? Feliz Natal!!!
Há anos, não sei bem dizer quantos, a minha mãe plantou um pinheiro que tinha servido de árvore de Natal, na porta da nossa casa. Eu vi pouco a pouco, a cada Natal este pinheiro crescer e hoje ele tem cerca de uns 15 metros de altura. Sempre quis fotografá-lo mas nunca tinha conseguido traduzir o quão lindo achava aquela árvore de Natal plantada, pela minha mãe, à frente da nossa casa. Um dia ouvi um pássaro a cantar, mas nunca, nunca imaginei que ele estaria ali, assentado, como uma estrela, no topo do pinheiro de Natal. É daquelas coisas que acontece. Simplesmente. E nada mais bonito do que a Natureza para nos mostrar que Ele está sempre por aqui, nos abençoando. Desejo a todos um Feliz Natal junto da sua família e amigos.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Paisagem e Manoel de Barros
Bom é
constar das paisagens
como um rio, uma pedra.
Meu requinte
é chegar às vilezas
com castidade.
Já me dei ao desfrute
de ser ao mesmo tempo
pedra e sapo
Preciso de alcançar
a indulgência
pedral
Poema de Manoel de Barros no livro Arquitetura do Silêncio, 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
DIA DE CHUVA
a música
O Leãozinho, Caetano Veloso e Maria Gadú
o poema
Uma chuva é íntima
Se o homem a vê de uma parede umedecida de moscas;
Se aparecem besouros nas folhagens
Se as lagatixas se fixam nos espelhos
Se as cigarras se perdem de amor pelas árvores
E o escuro se umedeça em nosso corpo
Poema de Manoel de Barros, do livro Arquitetura do Silêncio
as fotos
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
sábado, 5 de dezembro de 2015
A CABEÇA NO AR
"As coisas melhores são feitas no ar,
andar nas nuvens, devanear,
voar, sonhar, falar no ar,
fazer castelos no ar
e ir lá para dentro morar,
ou então estar em qualquer sítio só a estar,
a respiração a respirar,
o coração a pulsar,
o sangue a sangrar,
a imaginação a imaginar,
os olhos a olhar
e ficar muito quietinho a ser,
os tecidos a tecer,
os cabelos a crescer.
E isso tudo a saber
que isto tudo está a acontecer!
As coisas melhores são de ar
só é preciso abrir os olhos e olhar,
basta respirar."
Poema "Cabeça no Ar" de Manuel António Pina do
livro "O Pássaro da Cabeça"
LIBERDADE
Quando
vi a fila que tinha de enfrentar para pagar as prendas de Natal pensei que era
uma boa passar pelos livros e pegar alguma coisa para ler enquanto esperava.
Achei este excelente “As encarnações de Pitágoras”, do Afonso Cruz. Não é um
livro espírita J...
é uma brincadeira deliciosa sobre vários personagens.. Um deles transcrevo
aqui, para ilustrar a foto desta floresta maravilhosa que é o Monsanto, em
Lisboa.
V
VOGEL, BONIFAZ
Tinha um vaso onde não crescia flores. Da mesma maneira que
tinha uma gaiola onde não cresciam pássaros. Era assim que ele criava
liberdade.
AFONSO
CRUZ
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