Bom é
constar das paisagens
como um rio, uma pedra.
Meu requinte
é chegar às vilezas
com castidade.
Já me dei ao desfrute
de ser ao mesmo tempo
pedra e sapo
Preciso de alcançar
a indulgência
pedral
Poema de Manoel de Barros no livro Arquitetura do Silêncio, 2015
Sem comentários:
Enviar um comentário