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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Dia de chuva, de arco-íris, de vento, de festa!

Uma chuva é intima
Se o homem a vê de uma parede umedecida de moscas;
Se aparecem besouros nas folhagens;
Se as lagartixas se fixam nos espelhos;
Se as cigarras se perdem de amor pelas árvores;
E o escuro se umedeça em nosso corpo

MANOEL DE BARROS







domingo, 31 de janeiro de 2016

O menino e o caminhão vermelho


Acho que existem várias formas de ser imigrante ou filho de imigrante. Quem olha de fora até pode ter pena daqueles filhos e netos e irmãos e primos e sobrinhos e amigos que vivem longe do seus amigos, tios, primos, irmãos, avós e pais. Mas, acredite, não é preciso ter pena. Na minha opinião. O amor que um imigrante, ou filho de imigrante, carrega no coração é tão grande que aqueles que ficaram do outro lado estão sempre ao seu lado. Todo santo dia. Como o último encontro tivesse sido ontem e o próximo amanhã. Os nomes são mencionados quase diariamente. E, no caso desta criança de 3 anos (que não é minha...) o seu avô, que ficou do outro lado do oceano, segue com ele pelas ruas de Lisboa, diariamente.















sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz 2016! Por uma criança de 9 anos.


O QUE É O ANO NOVO - por uma criança de 9 anos. 
Eu estava tentando explicar para meus filhos o que era realmente a virada do ano. Em Portugal, o ano escolar começa em setembro, as férias de dezembro são mais curtas. No Brasil, existe um marco mais forte, o ano escolar acaba em dezembro e as férias maiores são na época de final de ano, por isso existe mesmo uma "virada de ano". E não estava muito convencida que eles tinham entendido o Réveillon quando o meu filho de 9 anos lê numa televisão do aeroporto:
Em 2016, dinheiro, paz e amor!
E ele:
- “Mas o que tem a ver dinheiro com Paz e Amor?”
É isso, minha gente! E eu tentando explicar o que era Réveillon... 
Desejo, de coração, meus amigos, que em 2016, vocês consigam realizar um ou mais sonhos. Muita Paz e Amor para vocês, são os votos da minha família toda...




sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

e o que mais poderia ser? Feliz Natal!!!

Há anos, não sei bem dizer quantos, a minha mãe plantou um pinheiro que tinha servido de árvore de Natal, na porta da nossa casa. Eu vi pouco a pouco, a cada Natal este pinheiro crescer e hoje ele tem cerca de uns 15 metros de altura. Sempre quis fotografá-lo mas nunca tinha conseguido traduzir o quão lindo achava aquela árvore de Natal plantada, pela minha mãe, à frente da nossa casa. Um dia ouvi um pássaro a cantar, mas nunca, nunca imaginei que ele estaria ali, assentado, como uma estrela, no topo do pinheiro de Natal. É daquelas coisas que acontece. Simplesmente. E nada mais bonito do que a Natureza para nos mostrar que Ele está sempre por aqui, nos abençoando. Desejo a todos um Feliz Natal junto da sua família e amigos. 




sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Paisagem e Manoel de Barros



Bom é 
constar das paisagens 
como um rio, uma pedra.

Meu requinte 
é chegar às vilezas
com castidade.

Já me dei ao desfrute
de ser ao mesmo tempo 
pedra e sapo

Preciso de alcançar
a indulgência 
pedral 

Poema de Manoel de Barros no livro Arquitetura do Silêncio, 2015 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

DIA DE CHUVA

a música


O Leãozinho, Caetano Veloso e Maria Gadú



o poema  


Uma chuva é íntima
Se o homem a vê de uma parede umedecida de moscas;
Se aparecem besouros nas folhagens
Se as lagatixas se fixam nos espelhos 
Se as cigarras se perdem de amor pelas árvores 
E o escuro se umedeça em nosso corpo

Poema de Manoel de Barros, do livro Arquitetura do Silêncio




as fotos 







quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

FRIO

Não tem jeito, mesmo depois de 12 anos de Portugal ainda morrrrrroooo de frio no inverno. 


sábado, 5 de dezembro de 2015

A CABEÇA NO AR



"As coisas melhores são feitas no ar,
andar nas nuvens, devanear,
voar, sonhar, falar no ar,
fazer castelos no ar
e ir lá para dentro morar,
ou então estar em qualquer sítio só a estar,
a respiração a respirar,
o coração a pulsar,
o sangue a sangrar,
a imaginação a imaginar,
os olhos a olhar
e ficar muito quietinho a ser,
os tecidos a tecer,
os cabelos a crescer.
E isso tudo a saber
que isto tudo está a acontecer!
As coisas melhores são de ar
só é preciso abrir os olhos e olhar,
basta respirar."


Poema "Cabeça no Ar" de Manuel António Pina do livro "O Pássaro da Cabeça"

LIBERDADE

Quando vi a fila que tinha de enfrentar para pagar as prendas de Natal pensei que era uma boa passar pelos livros e pegar alguma coisa para ler enquanto esperava. Achei este excelente “As encarnações de Pitágoras”, do Afonso Cruz. Não é um livro espírita J... é uma brincadeira deliciosa sobre vários personagens.. Um deles transcrevo aqui, para ilustrar a foto desta floresta maravilhosa que é o Monsanto, em Lisboa.

V
VOGEL, BONIFAZ
Tinha um vaso onde não crescia flores. Da mesma maneira que tinha uma gaiola onde não cresciam pássaros. Era assim que ele criava liberdade.


                                                                                                                                 AFONSO CRUZ







quarta-feira, 21 de outubro de 2015

INSPIRAÇÃO


É isso que mais adoro no mundo moderno da Internet. Não deixem de ver este vídeo profundamente inspirador.